





Estamos passando por um processo de auto-avaliação, onde nós mesmos nos avaliamos através dos estudos, do nosso comportamento diante dos outros, da nossa forma de pensar. Estamos aqui nos auto-observando, decidindo ainda que carreira seguir, em qual universidade estudar, afinal, são decisões que vão mudar a nossa vida e nos dar um rótulo. Decisões tão importantes como estas e com tão poucas experiências chega a ser desesperador para muitos, a ansiedade e a curiosidade de cada um é o que nos move para um caminho certo ou errado, mas precisamos por horas parar pra refletir sobre os nossos reais objetivos, e buscar informações a respeito.
Não tenhamos pressa, pois acima de tudo, temos que amadurecer para que possamos fazer as nossas escolhas com discernimento e segurança. Nosso futuro vive presente, pois pensamos nisso o tempo inteiro. O futuro não é só aquilo que acontecerá daqui a um grande intervalo de tempo, mas sim aquilo que se sucederá no minuto seguinte, e se quisermos que as coisas mudem pra melhor, temos que nos organizar desde já, afinal, o tempo está passando.
Muitos de nós temos grandes metas a seguir. Muitos de nós queremos passar no vestibular. Muitos de nós queremos encontrar o nosso caminho. Todos nós queremos ser felizes e ter uma vida satisfatória, ao lado das pessoas que amamos. E é agora, o grande momento em que muitos de nós daremos um grande passo e mostraremos ao mundo à que viemos.
Bruna M. (Bruninha)





No último período do Ensino Médio são muitas as preocupações da galera mais jovem. Se é complicado arrumar o quarto, administrar horários, mesada, amigos e baladas, como saber que profissão seguir? Passar de ano, enfrentar o ENEM – que agora é visto como mais uma prova para estudar – e o vestibular…
A ajuda da família neste período é indispensável. Os pais precisam conhecer seus filhos, e perceber que o desejo deles para os “pimpolhos” nem sempre corresponde ao que os jovens desejam para si.
– O jovem busca sua identidade profissional e precisa de apoio nas suas experimentações. Os pais estando presentes, contando como foi que aconteceu, na sua época, deixando as expectativas para outro momento, justificando sua opinião, ajudarão na elaboração das escolhas – afirma Cristiane Gaiger Ferreira, psicóloga especialista em orientação vocacional.
E não adianta: todos os semestres a gente acompanha a correria de vestibular que rola com estudantes enlouquecidos, familiares histéricos, fórmulas de química coladas pelas paredes da casa, resumos de literatura na ponta da língua… Este é um dos períodos mais importantes e também mais estressantes da vida, porque é o momento em que podemos estar decidindo todo o nosso futuro.
Será que é possível saber ainda tão cedo, com 16, 17 ou 18 anos, o que se quer fazer para o resto da vida? E será que é possível também planejar a carreira antes mesmo de entrar na faculdade?
Débora Korndorfer, analista de RH, especialista em recolocação executiva e mercado de trabalho, acredita que sim, é mais que possível projetar a carreira antes de ingressar no Ensino Superior. De acordo com ela, escolher a graduação não é definir a carreira profissional.
– O processo deve ser inverso: primeiro a pessoa precisa encontrar em qual mercado deseja atuar, e somente depois procurar uma profissão dentro dele – afirma Débora.
Alguns estudantes optam, por exemplo, pelo curso de Educação Física por gostarem de praticar esportes. E depois de formados acabam decepcionando-se com as carreiras de professor ou personal trainer, entre as opções que mais se destacam no mercado. Com isso, muitos profissionais buscam outro trabalho, nem sempre ligado ao curso realizado.
– É preciso se conhecer, saber o que se gosta para, aí sim, definir como trabalhar e de que forma se aprimorar – explica.
Em alguns mercados, as opções são muito vastas, como no caso citado: o profissional de Educação Física pode exercer a profissão como atleta, agente, preparador físico especializado e atuar ainda na área comercial de clubes, entre outras possibilidades.
O que não quer dizer que possam acontecer arrependimentos ou anos de faculdade errada jogados fora.
– Nesse sentido, fazer uma boa orientação vocacional, para evitar as trocas de curso, perda de tempo, indecisões e frustrações, ajuda muito. Saber o perfil que o estudante tem permite conhecer as potencialidades individuais e analisar aquilo que necessita ser desenvolvido, para que se tenha sucesso em determinada profissão – conclui a psicóloga Elise Karam Trindade
Não enlouqueça!
Todo mundo sabe, mas é preciso lembrar: para a memória e a assimilação acontecer é necessário uma boa noite de sono, no escuro e, de preferência em silêncio. Alimentação saudável, aproveitar o verão para fazer refeições mais coloridas, com frutas, iogurtes, fibras, para um bom funcionamento do intestino. Organização diária, acordar cedo, ter uma hora de esporte, estudo e, não esquecendo o lazer, para que a rotina não seja somente de estudos.
Nascido e criado na cidade mineira de Itabira, Carlos Drummond de Andrade levaria por toda a sua vida, como um de seus mais recorrentes temas, a saudade da infância. Precisou deixar para trás sua cidade natal ao partir para estudar em Friburgo e Belo Horizonte.
Formou-se em Farmácia, atendendo a insistência da família em graduar-se. Trabalha em Belo Horizonte como redator em jornais locais até mudar-se para o Rio de Janeiro, em 1934, para atuar como chefe de gabinete de Gustavo Capanema, então nomeado novo Ministro da Educação e Saúde Pública.
Em 1930, seu livro "Alguma Poesia" foi o marco da segunda fase do Modernismo brasileiro. O autor demonstrava grande amadurecimento e reafirmava sua distância dos tradicionalistas com o uso da linguagem coloquial, que já começava a ser aceita pelos leitores.
Drummond também falava sobre temas como o desajustamento do indivíduo, ou as preocupações sócio-políticas da época, como em “A Rosa do Povo” (1945). Apesar de serem temas fortes, ele conseguia encontrar leveza para manter sua escrita com humor e uma sóbria ironia.
