
Está saindo do papel a primeira obra pública essencial para Porto Alegre receber partidas da Copa do Mundo de 2014. As máquinas começaram a agir no começo de Julho, na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, mais conhecida como Beira-Rio. Ela será duplicada para facilitar o acesso ao estádio.
Claro, é a primeira fase da duplicação, mas é uma pista do trabalho que vem pela frente. E quem já está se aquecendo para colocar a mão na massa nos próximos quatro anos são os engenheiros civis.
– Estamos vivendo uma redescoberta da Engenharia Civil. Por muitos anos, por causa do ritmo de desenvolvimento do país, ela foi colocada em segundo plano. Isso já está bem diferente – conta o engenheiro civil Larry Rivoire, professor no Centro Universitário Metodista (IPA).
Ele atua na Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) de Porto Alegre e está fiscalizando a execução da duplicação da Beira-Rio. Segundo ele, a previsão de duração dos trabalhos é de aproximadamente 12 meses. O projeto tem a meta de duplicar 1,3 quilômetro da Aureliano Pinto até a casa de bombas próxima ao estádio.
Coordenador do curso de Engenharia Civil da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Volnei Pereira da Silva sente na pele o renascimento da profissão. São inúmeros pedidos de estagiários e recém formados que chegam às mãos dele diariamente.
– As empresas estão desesperadas por engenheiros civis. Quando indicamos um profissional ou estagiário, as companhias chegam a nos retornar agradecendo a ajuda. Pelo número de matrículas que temos neste semestre, os estudantes estão percebendo isso – afirma Silva.
A mesma impressão tem o professor Luciano Andreatta, coordenador do mesmo curso no IPA. Nos últimos dois vestibulares na instituição, ele notou um crescimento de 40% na procura pela graduação. Ele cita exemplos como o porto de Rio Grande, que promete atrair muitos profissionais com a expansão.
– Agora, vejo um grande desafio diante da Engenharia Civil. É a industrialização do processo de construção. O cimento e os tijolos começam a dar espaço para outros materiais, com novas técnicas que exigirão ainda mais especialização – avisa Andreatta.
O que faz: elabora, executa e fiscaliza projetos nas áreas de edificações, transporte, recursos hídricos, abastecimento de água, de saneamento e geotecnia (fundações, encostas, aterros). Faz parte da área de atuação do engenheiro civil a gestão de obras e a construção de grandes estruturas, como estradas, pontes e diques.
Mercado: o segmento de edificações está aquecido. Por sua ampla formação, é comum o profissional buscar uma especialização.
O curso: dura cinco anos
Onde estudar: IPA, PUCRS, UCPel, Ulbra, Unijuí, Unisc, Unisinos, Univates, UPF, Urcamp, URI, Furg, UFPel, UFRGS, UFSM, Unipampa.
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